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Ladmir de lima

-   LADMIR DE LIMA   -

FINALISTA DEL CONCURSO DE CAFÉ DE CALIDAD
COOCACER ARAGUARI 2019

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GRUPO LIMA: CULTIVANDO GERAÇÕES, PRODUZINDO QUALIDADE E COLHENDO EXCELÊNCIA

No início do século XX, filho de imigrantes europeus e recém-chegado ao Brasil, meu bisavô procurava uma oportunidade de trabalho no norte do Estado do Paraná para ajudar no sustento da sua família. Na mesma época também se instalava ali a COMPANHIA MELHORAMENTOS NORTE DO PARANÁ, uma empresa contratada para desbravar o norte do Estado do Paraná e promover o desenvolvimento daquela região, a qual também seria a inspiradora para o nome da cidade de CIANORTE fundada em 26 de julho de 1953, que lá existe até hoje. À custa de muito suor, machado e traçador, meu bisavô Vicente Gervásio de Lima, participou da derrubada da mata nativa ajudando assim a desbravar e promover o desenvolvimento daquela região. A recompensa por sua participação neste trabalho foi-lhe conceder um quinhão de terras, onde foram plantadas as primeiras mudas de CAFÉ ARÁBICA da variedade Bourbon pela família. Findados os trabalhos para os quais fora contratado, o fantasma do desemprego passou a assombrá-lo novamente. Sua saída foi trabalhar para grandes latifundiários e senhores donos de terras maiores, com a cultura do café sob o regime de arrendamento, porcentagens ou meeiros como eram chamados à época, conseguindo assim o sustento de sua família, a ampliação dos seus pequenos pedaços de terras e consequentemente a de suas lavouras de café. Neste regime, meu avô Vicente Gervásio de Lima Filho criou os seus descendentes, filhos e netos, até que, no ano de 1975, com a severa GEADA NEGRA no sul do país, um marco na história da cafeicultura no Estado do Paraná, deu sinas de inviabilidade da cultura do café naquela região. Outras tentativas de implantação de novas lavouras de café foram feitas, mas ao longo dos 08 (oito) anos seguintes o clima continuava não ajudando, até que em 21 de abril de 1983, na busca de uma região e de um clima mais apropriado para a cultura, meu pai, Thomé Vicente de Lima, se mudou definitivamente para a cidade de Araguari/MG, na região do Cerrado Mineiro. Nesse mesmo ano, no mês de novembro, implantamos nossa primeira lavoura de CAFÉ ARÁBICA da variedade Catuaí Vermelho IAC 99. As regiões foram trocadas e junto com elas trocamos também os problemas. Não havia mais o risco da geada, porém, as chuvas não eram suficientes em momentos decisivos e específicos para as lavouras, principalmente na época das floradas dos cafeeiros. Já em setembro de 1985, apenas 02 (dois anos) após o plantio da primeira lavoura de café implantada em Araguari/MG, tivemos nossa primeira frustração de safra, o abortamento da florada e uma perda chegando a 100% da lavoura, devido à falta de chuvas. Nova região, novos problemas, não tínhamos mais as geadas, porém, a falta de chuvas na época da florada tornou-se um pesadelo e não tínhamos até então, nenhum conhecimento técnico nem científico de como fazer a irrigação nas lavouras de café implantadas no Cerrado Mineiro. A imediata solução foi que, a partir daí, fomos obrigados a buscar uma maneira de molharmos as plantas de café em momentos críticos e decisivos como é o da florada. Eu disse “MOLHAR” porque até então não tínhamos nenhum conhecimento de como se irrigar café, principalmente no Cerrado Mineiro. Esse problema ainda levaria alguns anos para ser sanado, até que no início dos anos 1990, a necessidade de irrigar as lavouras de café, tornou-se imprescindível, pois não tínhamos como fazer investimentos nas lavouras de café sem a certeza do sucesso da colheita. As empresas envolvidas nesta cultura, também sentiram a necessidade do desenvolvimento nesta área e as pesquisas neste sentido começaram a ser aprofundadas, só a partir daí, que começamos a “IRRIGAR” as lavouras de café com um pouco mais de conhecimento. Somente em 1995 com a realização da primeira FEIRA NACIONAL DE IRRIGAÇÃO EM CAFEICULTURA “FENICAFÉ” que as pesquisas nesta área nos foram apresentadas, e nesse sentido, uma nova era da cafeicultura nacional teve início, e com ela a certeza de como se irrigar a cultura do café no Cerrado Mineiro. Mas os desafios continuaram, devido a um novo momento do país, a mão de obra se tornou cara e escassa nos obrigando a fazer novos investimentos para condução, manejo das lavouras e a colheita do café. Novas tecnologias, novas máquinas, novos conceitos e novos manejos tiveram que ser implementados. Em 2011, a AGRICULTURA DE PRECISÃO foi uma das ferramentas que foram implantadas em nossas propriedades e que, nos trouxe uma grande reviravolta nos custos de produção e qualidade. Quando aliada à IRRIGAÇÃO, temos como controlar as necessidades nutricionais do cafeeiro de maneira equilibrada, utilizando adubos de alta performance de uma forma mais racional e sustentável, ao mesmo tempo, neste processo conseguimos extrair as melhores essências das plantas e consequentemente uma melhor bebida para o produto final. Esse conjunto de práticas passou a fazer parte de uma produção cada vez mais alinhada à Agricultura Regenerativa. A experiência construída ao longo dessas décadas também se traduz em uma gestão cada vez mais precisa dos recursos hídricos. Nossas Fazendas trabalham com sistema de gotejamento, com acompanhamento do consumo e disponibilidade de água, que são controlados por hidrômetros fazendo assim a gestão do consumo sustentável, respeitando suas respectivas outorgas. As propriedades contam ainda com poços artesianos, utilizados como parte da estratégia de segurança hídrica das fazendas, sem a utilização de água de mananciais, represas, córregos e nascentes. O gotejamento permite aplicar a água de maneira localizada e controlada, reduzindo perdas por evaporação e escoamento, fazendo com que a irrigação seja realizada de acordo com a necessidade da lavoura e contribuindo para o uso mais eficiente e sustentável de recursos hídricos e ambientais. Mais do que garantir a disponibilidade de água para a lavoura, essa gestão busca utilizar o recurso de maneira responsável e planejada, em concordância com os princípios da Agricultura Regenerativa. Essa busca por eficiência também está presente na escolha dos insumos. Desde 2025, passamos a participar do programa Yara Climate Choice - Lower Carbon Footprint, iniciativa que reúne fertilizantes de alta performance e com menor pegada de carbono. A utilização dessa tecnologia pode contribuir para uma redução de até 40% dessa pegada de carbono dos cafés produzidos no Brasil, em comparação com sistemas que utilizam fertilizantes produzidos a partir de fontes fósseis. A proposta mantém a qualidade e a consistência da nutrição vegetal, mas incorpora tecnologias de produção com menor impacto climático. Para nós, trata-se de uma escolha que exige maior investimento, mas oferece confiabilidade, desempenho e alinhamento com uma cafeicultura cada vez mais responsável e sustentável, enfatizando, mais uma vez, os princípios da Agricultura Regenerativa. Nas propriedades do Grupo Lima, a sustentabilidade também está associada à geração e ao uso consciente de energia. As fazendas contam com geração de energia fotovoltaica, que contribui para reduzir despesas com eletricidade e ampliar a autonomia energética confiável das propriedades, além de diminuir a dependência de fontes convencionais e auxiliar na redução das emissões associadas ao consumo de energia. Atualmente, nosso Grupo é formado pelas Fazendas Boa Esperança, Brasil, Nascente II, Cafelândia e Macaúbas. A continuidade desse trabalho também está presente na formação das novas lavouras, mantemos hoje no Viveiro Araras cerca de 320 mil mudas de café da variedade Catuaí Amarelo IAC 86, que serão implantadas ainda em 2026, na Fazenda Macaúbas em Araguari/MG. Inseridas neste contexto estão também as ANÁLISES FOLIARES PERIÓDICAS, nas quais são detectadas eventuais deficiências nutricionais, e que, posteriormente serão suplementadas pelas adubações foliares, sempre de acordo com as necessidades da planta “café”. AS CERTIFICAÇÕES das propriedades vieram junto com a AGRICULTURA DE PRECISÃO, para dar suporte às pautas socioambientais e de governança (ESG), promovendo a sustentabilidade para o nosso negócio, pautado na agricultura regenerativa e na produção de cafés de qualidade. Hoje, eu, Ladmir de Lima, sou a quarta geração envolvida na produção de café arábica, com as variedades CATUAÍ AMARELO IAC 86, MGS PARAÍSO 2, MUNDO NOVO IAC 388-17 e MUNDO NOVO IAC 379-19. Por consequência dos investimentos em novas tecnologias de irrigação, análises de solo e folha, adubações específicas, mecanização da colheita, secagem, armazenagem e certificações, a alta qualidade do produto final se tornou presente em todos os cafés produzidos em nossas propriedades. Nossa história também é marcada pelo reconhecimento em concursos de qualidade. Em 2019, fui finalista do Concurso Cafés de Qualidade COOCACER Araguari, competição que integra a trajetória de valorização dos cafés da cooperativa. Em 2023, eu e meu pai, Thomé Vicente de Lima, fomos campeões na categoria Natural da Etapa Campeões COOCACER, integrante do 11º Prêmio Região do Cerrado Mineiro. Essas conquistas reforçam uma trajetória construída com investimento em qualidade, tecnologia, cuidado e sustentabilidade em todas as etapas da produção. A blindagem desta qualidade tornou-se indispensável e obrigatória, para que esta pudesse chegar ao consumidor final sem sofrer alterações. Isto só foi possível por meio da RASTREABILIDADE, pela qual nossos cafés podem ser identificados desde o momento da sua colheita, passando por todo o processo de secagem, beneficiamento, transporte e armazenagem e chegar até o consumidor final, sem perder a sua identidade e qualidade. Esse cuidado começa antes mesmo do plantio e se estende à gestão da propriedade. Nas fazendas do Grupo Lima, nós mantemos uma gestão de estoque planejada, buscando garantir antecipadamente os insumos necessários para o ciclo produtivo, como adubo, calcário, gesso, esterco, adubos foliares, entre outros. A organização dos estoques permite maior controle dos recursos, planejamento das compras, redução de imprevistos e melhor acompanhamento dos insumos utilizados ao longo do ano. A preocupação com a sustentabilidade também está presente no manejo do solo e no aproveitamento de recursos da própria produção. As análises de solo orientam as decisões de manejo e nutrição, enquanto a palha do café e os resíduos são reaproveitados na formação de novas lavouras, contribuindo para a ciclagem de nutrientes. Outro recurso utilizado no manejo das propriedades é o plantio de coberturas vegetais como braquiárias, que atuam como importantes aliadas na conservação e recuperação da qualidade do solo. Por meio de seu sistema radicular, as braquiárias exploram diferentes camadas do solo e auxiliam na ciclagem de nutrientes, favorecendo que elementos que foram deslocados para camadas mais profundas possam voltar a fazer parte do ciclo produtivo. A cobertura vegetal também contribui para a proteção do solo, a incorporação de matéria orgânica e a melhoria de sua estrutura, fortalecendo uma visão de manejo voltada à sustentabilidade e à Agricultura Regenerativa. O cuidado com as pessoas faz parte dessa mesma visão. Em 2026, foram incorporados 11 novos tratores cabinados às operações, que incrementam uma frota já existente, ampliando a segurança e o conforto dos colaboradores durante as atividades mecanizadas. A utilização de EPIs adequados e a destinação correta dos resíduos complementam as práticas de segurança e responsabilidade adotadas nas propriedades. Atualmente, nosso grupo conta com cerca de 30 funcionários e oferece moradia a alguns colaboradores que residem nas fazendas, contribuindo para melhores condições de permanência e trabalho no campo. A gestão técnica também conta com o acompanhamento da consultoria “Educampo” e de parceiros, que auxiliam no planejamento e no acompanhamento de aspectos nutricionais e de outros indicadores importantes para a condução das lavouras. Dessa forma, tecnologia, assistência técnica, gestão e sustentabilidade caminham juntas na busca por produtividade, qualidade e eficiência. A DEMARCAÇÃO DE ORIGEM é mais uma ferramenta de proteção a esta qualidade. A influência do clima, do solo, do cultivo e da altitude, compõe o “TERROIR”, fazendo com que os cafés produzidos no Cerrado Mineiro se tornem diferenciados e exclusivos, obtendo aptidões e características únicas, onde as regiões produtoras destes cafés de alta qualidade são demarcadas e protegidas. Hoje é possível lacrar estes lotes de cafés de alta qualidade com o SELO DA REGIÃO. Isso permite a RASTREABILIDADE on-line, tornando possível obter informações de onde, como e quando estes cafés foram produzidos, bem como todo seu histórico de produção, seja ele produzido por um produtor ou por uma família tradicional de produtores de cafés especiais como é a minha.

Granja Brasil

Cosecha 2019

Altitud
935 metros

Variedad
Catuaí 62

Municipio
Araguarí - Minas Gerais

Proceso Natural

Proceso Natural

Microrregión
Sape - Araguari

Características de la bebida

Acidez cítrica, cacao y caramelo, cuerpo cremoso y final persistente.

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Texto singularidade
Adilson Cayres

Adilson Cayres

Alzira Mantovanelli

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Anderson Padial

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Bia Mameri

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Douglas Ferrarini

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Emerson Cândido

Emerson Cândido

Evanete Peres

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João Apolinário

João Apolinário

José Augusto

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Ladmir Lima

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Serafim Peres

Serafim Peres

Sidney Peroco

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Simone Budani

Simone Budani

15

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